A morte não é o tema popular entre os assuntos das rodas de conversa. Um tópico que muitas vezes assusta e causa dor, um evento que muita gente tenta adiar e negar a reflexão. O marco definitivo para o fim da vida é um assunto evitado, mesmo que todos tenham que enfrentar um dia.

Assim como o nascimento ou datas de aniversário, a morte é um acontecimento previsto para todos, mas a falta de definição para o que vem depois da vida, ou de como pode ser esse processo de morte, gera angústia, sofrimento e muitas vezes é um assunto proibido. O pensamento da não existência e de futuro desconhecido ainda não é fácil para muitas pessoas.

Para tratar deste tema, conversamos com a psicóloga clínica Letícia Zimmermann, que aponta que ver  a morte como um acontecimento natural é mais saudável e, também, buscamos a palavra do diretor do Memorial Vera Cruz, Felipe Badotti, sobre o ponto de partida para a elaboração do luto.

Pensar no adeus

A psicóloga, Letícia Zimmermann, relembra que a morte é um acontecimento inerente da vida do ser humano. “A ideia da finitude, desde muito cedo, precisa ser comentada pelos pais à criança e deve ser ‘superada’ ao longo da vida, até tornar-se algo natural de se pensar. E, mesmo que seja algo que todos sabem que acontecerá um dia, ainda é vista como um tabu pela nossa cultura”.

Letícia também pontua que o momento de despedida é fundamental e faz com que os familiares consigam fechar um ciclo. “O adeus é de suma importância para um luto saudável. O adeus, em todos os sentidos e nas mais diferentes religiões, só traz benefícios aos familiares e amigos. Pensar no adeus é deixar com que o ente querido parta, mas que sua essência fique, além de suas palavras, seu legado e suas mais belas lembranças permaneçam existindo naqueles que ficaram”.

Para a profissional, esse momento colabora para uma retomada da rotina e torna a dor da perda mais suportável.

Superando o tabu

Com as diversas possibilidades de homenagens, o tabu da morte ganha uma nova configuração, que é a busca por uma homenagem devida ao ente querido e que represente os ideais e crenças que a pessoa defendia. Para o diretor do Memorial Vera Cruz, Felipe Badotti, o Memorial tem isso como um dos principais objetivos. “Temos como marca respeitar a memória e o luto, dignificar a morte e se tornar um lugar memorável para a família”.

Retornar lembranças e fazer com que o sentimento de tristeza seja recordado são atitudes que reforçam a morte como tabu. Esses estigmas sobre o tema são reflexos de como somos criados e da cultura em que estamos inseridos. “ Isso se deve muito à nossa cultura, que costuma ver a morte como um ritual de despedida. É natural cause desconforto o ato de saber que somos finitos, mas é algo que pode ser conversado. Sem o preconceito da palavra e seu sentido, para que ideias fantasiosas a respeito da morte sejam desmistificadas”, finaliza Letícia.

Conforto para o inevitável

Para o diretor do Memorial Vera Cruz, Felipe Badotti, o Memorial pode ser a primeira oportunidade para as pessoas terem este tipo de debate e preparação. “Muitas pessoas frequentam o Memorial, seja para visitas ou para o velório de alguém conhecido. Dessa forma podem ver o nosso espaço e conhecer o nosso atendimento. Aqui temos ambientes livres e de fácil acesso para quem deseja conversar ou conhecer”, reforça Felipe.

Segundo ele, o momento do luto é um muito conturbado e difícil de tomar decisões. “O nosso plano, Vida Memorável, busca oferecer às pessoas a oportunidade de terem um planejamento para uma ocasião tão difícil. Dessa forma, a organização e documentação para o momento se torna muito mais tranquila, e também a facilidade para o planejamento financeiro”, finaliza.

Tire suas dúvidas

O Memorial Vera Cruz busca ter um debate amplo, para poder oferecer o melhor para um momento tão difícil. Envie sua pergunta ou dúvida e em breve alguém da nossa equipe especializada entrará em contato.

E você, vê a morte como um acontecimento natural ou teme o que ela pode trazer?

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