Muitas vezes, cemitérios podem ser encarados de forma supersticiosa. Seja pela visão que o cinema e a literatura construíram sobre os cemitérios, ou pela tristeza e angústia vivenciadas na perda de um ente querido.

No entanto, a verdade é que os cemitérios têm uma riqueza histórica e cultural imprescindível para o entendimento das sociedades. É a partir deles que historiadores conseguem resgatar as raízes de uma cidade ou região. Cemitérios guardam informações sobre a colonização, a densidade demográfica, questões políticas e ideológicas, hierarquia social, além de falar muito sobre as crenças religiosas daquela comunidade.

Atualmente, existem três principais tipos de cemitérios. Você sabe quais são? Tente responder antes de seguir a leitura!

Conseguiu? Você pode checar sua resposta e aprender um pouco mais sobre eles logo aqui abaixo!

Cemitérios parque ou jardim

O primeiro tipo de cemitério é, até o momento, o menos comum no Brasil. O sepultamento é feito de forma subterrânea, porém, a superfície é composta por grama. As lápides e placas de identificação geralmente são apenas pedras lisas acima do gramado, com suas inscrições gravadas ou esculpidas. As lápides altas são mais tradicionais nos cemitérios americanos desse tipo.

Esses locais são reconhecidos pela grande área verde que têm, muitos até com mata nativa e área de preservação ecológica. Os cemitérios parque ou jardim também são muito escolhidos para passeios e turismo, pois, em geral, são lugares agradáveis para se estar com a família.

Nesses cemitérios, os recursos visuais são padronizados. Deste modo, todas as placas de identificação serão iguais, exceto, claro, pela escrita.

No entanto, apesar de bonitos, há a dúvida quanto aos impactos no meio ambiente, pois os gases e líquidos da decomposição podem atingir o solo. Essa é uma questão há muito debatida, por causa da preocupação com a contaminação da terra e dos lençóis freáticos.

Outro ponto negativo deste tipo de cemitério é que dias de mau tempo dificultam a visitação, uma vez que as áreas de sepultamento ficam ao ar livre.

Cemitérios horizontais

O mais tradicional e antigo dos cemitérios perdura. Os horizontais são, geralmente, iniciativas públicas. Devido ao crescimento populacional e à consequente alta na taxa de mortalidade esses cemitérios superlotaram. Além disso, por serem públicos, eles nem sempre são bem cuidados, o que faz com que as famílias tenham deixado de considera-los como primeira opção.

Em meados dos séculos XIX e XX, os cemitérios horizontais eram espaços tão bem vistos que as famílias os usavam para fazer passeios de domingo e fotografias coletivas, daquelas que ficavam em quadros, expostas nas casas.

As construções feitas no cemitério costumavam ser fascinantes: belas estátuas, imagens e verdadeiros mausoléus eram feitos em honra aos entes queridos. Nos mais antigos, é possível encontrar, ainda, algumas dessas belas construções.

Em Passo Fundo, o cemitério horizontal mais antigo é o Municipal Vera Cruz, fundado em 1902. A partir dele é possível fazer uma ampla reconstrução da história do município e verificar a presença de obras de arte.

Ele é considerado um Museu a Céu Aberto. Assim, o Instituto Histórico Regional (IHR) e o Arquivo Histórico Regional (AHR) lançaram várias atividades culturais que envolvem o cemitério. São visitas guiadas, teatros, exposições, entre outros.

Apesar de todo esse apelo histórico e cultural, os cemitérios horizontais não são confortáveis aos enlutados. Além da impossibilidade de visitação com o mau tempo, a superlotação tornou muitos locais inacessíveis. Nesses cemitérios também se observa muita sujeira e a crescente taxa de criminalidade. Como os espaços são públicos, não se tem controle da entrada e saída de pessoas. Também por isso, há muitos furtos e vandalização dentro dos cemitérios horizontais.

Sobre questões ambientais, os cemitérios horizontais trazem a mesma problemática dos cemitérios parque. Devido à forma de sepultamento, os líquidos e gases resultantes da decomposição contaminam o solo e os lençóis freáticos.

Cemitérios verticais

Esses são frutos de uma visão recente de sepultamento, por isso são modernos e os mais indicados. Eles possuem boa estrutura e são ecologicamente adequados. Este tipo de cemitério tem o serviço de sepultamento em lóculos, também conhecidos de forma popular como “gavetas”.

Este método consiste em uma sequência de espaços dispostos na parede, de forma vertical — um acima do outro. Os lóculos fazem a guarda de um corpo por vez. Os cemitérios verticais são prédios cobertos. Esse detalhe importantíssimo oferece o que os outros tipos de cemitérios não oferecem: segurança e conforto.

Nem o sol escaldante, nem chuvas torrenciais impedem os familiares de fazerem visitação aos seus entes queridos. Também há o monitoramento constante que esses locais proporcionam para garantir a segurança daqueles que frequentam o cemitério vertical. Os cemitérios verticais são espaços onde os enlutados se sentem acolhidos.

Nesses cemitérios, a identificação e o acabamento dos lóculos também seguem um padrão, a fim de manter o ambiente organizado. Próximo a datas importantes para a sua família e seu ente querido falecido, você não irá precisar preocupar-se com a limpeza do espaço. Os cemitérios verticais­­­­ têm equipes que fazem a higienização periódica das salas de sepultamento.

Os benefícios não param por aí! No início desse tópico, comentamos sobre o método ser ecologicamente correto e aqui vamos explicar. O sepultamento em lóculos verticais possibilita a filtragem dos gases resultantes da decomposição, para que eles não sejam nocivos quando devolvidos à natureza. Assim, com o auxílio de purificadores, essas substâncias retornam à natureza sem impurezas.

Em Passo Fundo, está localizado o melhor cemitério vertical do Norte do Estado: o Memorial Vera Cruz. São mais de 8.000 m² de estrutura dedicados ao sepultamento consciente, memorialização do ente querido e reconforto à família.

Conheça mais sobre o Memorial acessando este link!