A perda de uma criança nunca é algo que imaginamos acontecer. Quando falamos em morte, raramente relacionamos ela à infância. Sempre nos preparamos com planos, sonhos e expectativas para a chegada do bebê.

Muita gente enxerga o nascer somente como a chegada de um indivíduo. Mas esse indivíduo é um filho, um neto, um sobrinho, um irmão ou até mesmo um afilhado. Nesse sentido, para muitas famílias, os sonhos e expectativas acabam sendo frustrados mais cedo por ocorrer a perda, tanto gestacional, neonatal ou durante a infância.

Dando sequência ao mês de outubro, conhecido como o mês da criança, o Memorial Vera Cruz buscou especialistas no assunto para trazer conscientização sobre a perda de crianças e bebês. Desta vez quem conversou com a gente foi a psicóloga Bruna Porto, especialista em Psicoterapia Ecossistêmica.

Ela destaca a busca por uma ajuda profissional para transformar o luto em boas memórias. Confira no artigo como você pode fazer isso.

Validar e respeitar a dor do próximo

“Enfrentar o luto quando deveríamos comemorar a vida pode ser ambíguo e não parecer certo”, pontua ela. Cada família enfrenta o luto de uma maneira diferente, dependendo também do momento em que elas estão vivendo quando sofrem com a perda do ente querido.

A perda de uma criança pode ser extremamente difícil de lidar. Muitas pessoas acabam tendo dificuldades para acolher a mãe e o pai que vivem o luto.

Mesmo sendo um tabu falar sobre morte, ainda mais na infância, é extremamente importante vivenciar o luto e conversar sobre. Mas como vivenciar esse luto? A psicóloga Bruna destaca alguns pontos que podem ajudar:

  •          Falar sobre o luto;
  •          Relembrar boas memórias, mesmo que essas memórias sejam da gravidez;
  •          Contar os sonhos e desejos que tinham com o bebê.

Assim, procurando sempre conversar sobre o luto, a dor desse casal vai sendo amenizada. “A dor só vai ser ressignificada quando ela puder ser elaborada. Então, para isso é preciso falar, chorar, sentir a dor e não escondê-la. Caso essa dor não seja realmente vivenciada, ela poderá se transformar em algo patológico. Isso pode acarretar até mesmo uma depressão”, ressalta Bruna.

Ajuda profissional

Cada indivíduo tem a sua maneira de reagir perante a determinadas situações. Não existe um padrão para isso. O processo do luto pode durar dias, semanas, meses ou até mesmo anos. Isso vai depender de cada pessoa e de como a estrutura emocional dela desenvolve a perda do bebê.

Como mencionado logo acima, o tempo é muito relativo quando se trata da absorção do luto. Mas ele não pode ultrapassar o limite do aceitável e começar a afetar negativamente a rotina e até mesmo a saúde da pessoa. Caso esteja chegando a esse ponto, talvez seja hora de procurar ajuda.

Bruna relata que se você é uma pessoa mais retraída e não se sente acolhido e confortável em falar de sua dor, o ideal é buscar auxílio de um profissional. ‘Isso evitará que você tenha outras comorbidades e possa vir a lidar com outras dores também. E se você já se encontra em dificuldade, até mesmo com depressão, se permita buscar auxílio” expõe Bruna.

O luto é um tema muito difícil de se resolver sozinho, então o melhor a se fazer é buscar ajuda. Esconder o sentimento de tristeza só vai ampliar ainda mais problema. É preciso colocar para fora o que você está sentindo.

Chore, converse, viva o seu luto. Se permita receber ajuda. Viver com o luto sem que ele seja elaborado é muito perigoso. A perda de uma criança na família é realmente algo muito doloroso. Porém, é necessário aceitar o luto e, com o tempo, fazer com que o sentimento de tristeza se transforme em lindas memórias vivas no coração.

Você concorda que as pessoas precisam de ajuda para superar uma perda? Deixe a sua opinião nos comentários e compartilhe com aquela pessoa que precisa ler sobre isto!

Psicóloga Bruna Porto, que faz parte do Clube de Conveniados do Memorial Vera Cruz

 A psicóloga

Bruna Porto é psicóloga, especialista em Psicoterapia Ecossistêmica, com foco em atendimento individual, casal ou família, e com aperfeiçoamento em Psicologia Perinatal e da Parentalidade.

O trabalho é focado em auxiliar mães e suas famílias desde o momento que estão tentando engravidar, na gestação, pós-parto e perdas fetais e neonatais. Como também há o trabalho desde o indivíduo até sua família, com olhar sistêmico.

Bruna acredita que a psicoterapia transforma, acolhe e traz novo sentido para a vida das pessoas e suas famílias, por isso sou grata por realizar esse trabalho.

Além disso, ela é uma das idealizadoras do projeto Maternando Afetos, onde oferece apoio emocional às mulheres que estão vivenciando o Ciclo Vital Materno – Mulheres que estão tentando engravidar, gestantes, mães que tiveram perdas gestacionais e neonatais e mães com filhos até os 3 anos de idade.

Bruna é uma psicóloga conveniada ao Clube de Benefícios do Memorial Vera Cruz e está disponível a todos os beneficiários do convênio. Se você é cliente do Memorial Vera Cruz, informe-se sobre a sua carteirinha do convênio e agende seu atendimento diretamente no consultório da psicóloga Bruna com benefícios exclusivos para você!