Embora seja um procedimento que existe no mundo há cerca de 3 milênios, a cremação chegou ao Brasil há apenas algumas décadas. Por ser relativamente uma novidade para nós, o ato da cremação carrega ainda muitos mitos e o processo não é 100% claro para todas as pessoas.

Para ajudar você a saber o que é verdade e o que não é, preparamos uma lista de mitos e verdades sobre cremação.

Esperamos que este conteúdo ajude você a entender um pouco mais sobre esse universo póstumo. Apesar de parecer distante, ele pode ser necessário para você algum dia.

1 – “A cremação só ocorre uma vez na semana, quando os crematórios reúnem uma quantidade maior de corpos para serem cremados”.

MITO! A cremação ocorre todos os dias nos crematórios e, mais do que isso: ocorrem várias cremações por dia. Além do mais, a cremação é um processo feito de forma individual, isto é, apenas uma pessoa é cremada por vez. Inclusive, seria ilegal fazer a cremação de mais de uma pessoa de uma só vez.

2 – “Na cremação, o caixão fica de fora e é reaproveitado”.

MITO! E, talvez, um dos mitos mais disseminados por aí sobre o processo de cremação! A lei que regulamenta a atividade dos crematórios exige que a cremação ocorra dentro de um recipiente. Esse recipiente seria um caixão de papelão ou se madeira. Como o brasileiro não tem o costume de fazer uso de caixões de papelão, usa-se o próprio caixão no qual a pessoa foi velada.

3 – “A cremação já é praticada há milhares de anos”.

VERDADE! Há registros históricos de que, em meados de 1.000 a.C. a cremação já fosse uma prática bastante tradicional na Grécia. Em seguida, os romanos também aderiram a essa prática póstuma.

4 – “A Igreja Católica condena a cremação”.

MITO! A Igreja Católica passou a aceitar a cremação a partir da década de 1960. E é justamente por essa questão religiosa que a cremação ainda é um mistério para os brasileiros. O primeiro crematório do país foi implementado em São Paulo na década de 70 e, nos dias de hoje, há cerca de 40 crematórios em todo o Brasil.

5 – “Cinzas só são permitidas em Igrejas ou Cemitérios”.

DEPENDE. A Igreja Católica pede para que as famílias mantenham as cinzas em campo santo. Ou seja: em igrejas ou cemitérios. No entanto, desconsiderando os motivos religiosos, não é errado você tomar quaisquer outras atitudes em relação às cinzas. Você pode tê-las em casa, espalhá-las na natureza, enterrá-las com sementes para que deem origem a uma planta, entre outros.

6 – “A cremação não agride o meio ambiente”.

VERDADE! A cremação é um método mais ecológico porque, diferente do sepultamento em materiais porosos, não permite que elementos resultantes do processo cheguem ao ar ou à água.

Crematórios especializados e comprometidos têm recursos de última geração em seus fornos para controlar a emissão de gases. O Memorial Vera Cruz, por exemplo, faz uma emissão de carbono equivalente a mais de mil vezes menor do que a emissão que um único cigarro faz.

7 – “É crime manter as cinzas fora do cemitério”.

MITO! Apesar de representar um vínculo físico que você tem com seu ente querido e ser algo muito especial e valoroso, para a lei ambiental as cinzas são consideradas material de descarte. Isso significa que você pode fazer com elas o que quiser e tê-las em qualquer lugar. Não existe nada que regulamente o transporte ou a manutenção das cinzas, diferente do que ocorre com os restos mortais.

8 – “A cremação é a prática mais tradicional em alguns lugares”.

VERDADE! No Japão, na Inglaterra e em Hong Kong a grande maioria dos falecidos é cremada. Isso se dá por conta do alto índice populacional em relação ao tamanho do território destes lugares.

No Japão, por exemplo, pela escassez de espaço nos cemitérios, um terreno para sepultamento pode custar mais de R$ 400 mil reais. A cremação é muito mais viável do ponto de vista financeiro.

9 – “A cremação é mais barata que o sepultamento”.

VERDADE! A cremação no Brasil custa entre R$ 3 mil e R$ 5 mil reais, dependendo do local e da gama de serviços inclusos na contratação. Sepultamentos tradicionais podem ultrapassar esse preço, até porque, geralmente, demandam gastos com a manutenção dos espaços.

No entanto, a escolha entre o sepultamento e a cremação depende muito das crenças e das intenções da família em relação aos desejos póstumos.

10 – “A pessoa falecida não pode estar com marca-passo ao ser cremada”.

VERDADE! Nenhuma pessoa que tenha marca-passo pode ser cremada. Ao entrar em contato com temperaturas altas, aparelhos que funcionam a pilhas ou baterias podem explodir. No entanto, essa é uma questão fácil de ser resolvida. Basta a funerária fazer a remoção do aparelho antes de encaminhar a pessoa ao crematório. Assim, não há problema nenhum em proceder com a cremação.

Além disso, há vários outros questionamentos sobre a cremação. Como citamos ainda lá no início, a cremação chegou há poucas décadas aqui no Brasil. Esse fato somado ao tabu construído em torno do tema “morte” são situações que geram a disseminação de muitos mitos e verdades sobre a cremação.

Para atender melhor às suas dúvidas sobre como ocorre a cremação, preparamos um e-book completo para você baixar e acompanhar todos as principais informações.

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