Desde que foi projetado, lá em 2002, o cemitério já tinha uma responsabilidade social na questão ecológica. A sua estrutura com base em cimento celular, o aproveitamento de luz natural, e o próprio método de sepultamento, que é vertical e utiliza filtros de gases, são ações que permeiam a atuação do Memorial Vera Cruz frente ao meio ambiente. Nos últimos meses, mais um passo foi dado em direção à preservação ecológica. Agora, o Memorial conta com a captação e uso de energia solar.

A instalação dos captadores de energia ocorreu nos meses de outubro e novembro de 2020. No início de dezembro, os painéis fotovoltaicos começaram a funcionar. Em janeiro de 2021, no primeiro mês após as instalações, os resultados já começaram a ser notáveis.

A gerente administrativa do Memorial Vera Cruz, Cleciane Rosato, aponta uma grande diferença. Em reais, a queda na conta de luz já foi de aproximadamente R$ 3 mil. “A instalação é um investimento alto. Porém, ter a consciência de que estamos usando uma energia limpa é o que compensa. No primeiro mês, nossa conta de energia já veio com uma diferença de quase R$ 3 mil reais. Esse valor reflete o quanto estamos deixando de impactar de forma negativa no meio ambiente”, finaliza.

Sonho antigo

A ideia de fazer um espaço que, além de acolhedor para quem está passando pelo luto e digno para a memória daqueles que partem, também fosse ecologicamente correto e responsável é do seu fundador, o médico Dalvino Badotti (in memoriam). Para o filho, Felipe Badotti, que hoje é diretor do Memorial Vera Cruz, é uma honra poder cumprir com o que um dia foi o sonho do pai.

“Fazer essas instalações demandou um investimento muito grande, mas, ainda bem, conseguimos iniciar 2021 com esse sonho antigo realizado. É uma honra conseguir cumprir com o legado que o meu pai deixou e construir um espaço cada vez mais sustentável para a comunidade”, comenta.