Nesta sexta-feira, dia 21 de janeiro de 2022, Passo Fundo amanheceu com uma notícia triste: a perda do empresário, Jorge Alberto Brol, aos 74 anos de idade, ocorrida na noite do dia 20/01. Brol, junto ao também falecido Dalvino Badotti, idealizou o Memorial Vera Cruz, para que o local fosse uma referência no sul do país no bom atendimento ao luto.

A vida e trajetória de Jorge Brol

Jorge Alberto Brol era atirador profissional.

Jorge Alberto Brol era atirador profissional.

Nascido na cidade de Muçum/RS em 25 de abril de 1947, Jorge Brol mudou-se ainda jovem para Passo Fundo. Casou-se aos 22 anos com sua esposa, Elta Lima Brol, a quem deixou com sua partida após 52 anos de casamento.

Aqui, em Passo Fundo, desenvolveu a profissão de caminhoneiro e, tempo depois, seguiu rumo à região Nordeste do Brasil. Lá, teve quatro filhos e foi empresário, tendo as maiores churrascarias da região.

A filha, Andreza Brol, conta que ele trabalhava com extrema dedicação em seus empreendimentos. “Ele fazia os eventos no 20 de setembro e gostava muito disso”, relata.

Dezenove anos depois, Brol voltou a Passo Fundo. Em 2001, recebeu o convite do médico Dalvino Badotti (in memoriam) para construírem juntos um cemitério, que seria a maior inovação do setor funeral da região.

Além das profissões de caminhoneiro e comerciante, Brol tinha verdadeiras paixões, como o exército, a caça, a pesca e o tiro esportivo. Ele foi atirador profissional e conquistou muitos títulos e medalhas a partir desse esporte.

Jorge Brol deixou sua esposa, Elta, os quatro filhos, Adolfo, Adriana, Henrique e Andreza, sete netos e uma bisneta.

O Memorial Vera Cruz

Amigos de longa data, Dalvino Badotti e Jorge Brol embarcaram juntos no desafio de construir um cemitério vertical na cidade de Passo Fundo, interior do Estado. A ideia do empreendimento partiu de Badotti, que procurava oferecer para a falecida esposa, Marizete Badotti, um local digno para o descanso eterno e estender esse cuidado à toda a comunidade passo-fundense.

Jorge Brol, por sua vez, aceitou o desafio e ajudou Badotti a construir este sonho. “Ele sempre dizia ‘eu coloquei o primeiro tijolinho e eu coloquei o último tijolinho (na construção do Memorial)’”, relembra a filha Andreza.

De acordo com ela, a idealização do Memorial Vera Cruz, que à época ainda se chamava “Memorial Da Paz”, era um dos grandes orgulhos de Jorge Brol. “Ele tinha muito orgulho de ser um dos fundadores do Memorial, falava isso para todo mundo”, ressalta Andreza Brol.

Após o falecimento de Badotti, seu sócio, em 2006, Jorge Brol continuou sendo coproprietário do cemitério até o ano de 2010, quando vendeu sua parte do empreendimento aos filhos de Badotti.

“Jorge Brol nos ajudou a construir um legado para toda a comunidade de Passo Fundo e região. Acreditou no grande sonho de meu pai (Dalvino Badotti) e contribuiu para que ele se tornasse realidade. Esta é realmente uma grande perda para nós”, manifesta o atual diretor do Memorial Vera Cruz, Felipe Badotti.

Velório e sepultamento

O velório ocorreu durante toda sexta-feira (21) na sala Esmeralda do Memorial Vera Cruz e se seguirá pela manhã de sábado (22). O sepultamento está marcado para as 10h da manhã de sábado (22), no Memorial Vera Cruz.