A modernidade, a correria do dia a dia e a necessidade de rapidez e instantaneidade são fatores que excluem e afastam cada vez mais o público idoso da rotina das grandes cidades. Dificuldade de locomoção ou de adequação de espaço são as queixas mais comuns. Essa nova configuração vem afetando o psicológico dessas pessoas. Segundo uma pesquisa sobre a depressão, realizada em todo o Brasil, 11,1% das pessoas que sofrem da doença estão na faixa dos 60 a 64 anos, liderando o ranking.

O envelhecimento dessa população e sua nova rotina social necessitam de um olhar diferenciado e de uma ressignificação de hábitos.  Sair, se divertir com os amigos ou, até mesmo, fazer novos amigos, se tornam atividades mais difíceis. A ciência tem sido uma grande aliada nesse processo natural, trazendo alternativas para enfrentar um momento tão natural da vida.

A solução para este problema pode ser a amizade com um amigo de quatro patas. Os animais de estimação, sejam mais comuns ou exóticos, podem ser importantes para a melhoria ou retomada da vida dessas pessoas.

Neste conteúdo, vamos falar um pouco mais sobre como a companhia de pets ajuda a combater a solidão doenças ocasionadas pela solitude. Acompanhe!

Pesquisa americana

Segundo uma pesquisa, feita pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, a companhia de pet tem auxiliado em uma vida melhor. A pesquisa aponta que 80% dos entrevistados afirmam que a vinda do pet reduziu o estresse, e que os animais ajudam a se tornarem mais ativos fisicamente e mentalmente.

Ainda de acordo com a pesquisa, mais de 60% da população em geral, afirma que ter um bichinho ajuda a lidar com problemas como depressão, isolamento social e solidão.

União contra a solidão

Para a Médica Veterinária, Gabriela Grossi, a melhoria de alguns aspectos psicológicos e comportamentais, das pessoas que adotam, fazem todo o sentido, já que a vinda de um pet na rotina de um idoso pode tonar suas tarefas mais ativas, já que a convivência com um animal de estimação demanda cuidados corriqueiros.

“Ter um pet em casa faz com que o idoso tenha uma vida mais ativa, pois para cuidar de um animal será necessário levar passear, brincar, alimentar e tudo mais que eles necessitarem. Além de diminuir o estresse, é uma ótima forma de o idoso se sentir mais seguro e menos solitário”, explica a veterinária.

Gabriela ponta que o convívio com o pet é benéfico de diversas maneiras, e já tem sido comprovado cientificamente. “Vários estudos confirmam que, ao ter contato com animais, o organismo libera endorfinas, as quais geram a sensação de bem-estar, tranquilidade e autoestima, ajudando, assim, o idoso a se sentir melhor”, complementa a veterinária, que também destaca o ato de adoção de um pet e como essa atitude pode ser gratificante para ambos.

Recomendações necessárias

Para fazer a adoção de um pet, alguns cuidados devem ser feitos e avaliados, pensando em todas as peculiaridades e disponibilidade do futuro tutor e de quem vai ganhar um novo lar. Devem ser considerados questões como a idade do animal: no caso dos cães, os filhotes exigem mais atenção e disponibilidade, diferente dos adultos que são mais tranquilos e exigem menos esforços em atividades. Confira algumas das principais dicas logo abaixo!

Escolher o amigo ideal

A Medica Veterinária, reforça a importância de um acompanhamento profissional para este momento de adoção, para ser escolhido um companheiro ideal, e não correr o risco de devolução. Desta forma, o profissional é capaz de avaliar se podem ser compatíveis a rotina do pet e de seu novo tutor.

“Todo o proprietário deve ter o cuidado de manter seu animalzinho sempre saudável, vacinado anualmente, vermifugado, com uma boa alimentação, e sempre ter o acompanhamento de um Médico Veterinário de confiança”. Para a veterinária, todos os casos devem ser avaliados de maneira única.

Ela também explica que a espécie e tipo do pet a ser adotado fazem a diferença. “Não é regra, mas para pessoas com mais tempo e disponibilidade de sair de casa o recomendado seriam os caninos, pelo fato de terem mais energia e demandarem uma rotina de passeios maior. Já para os que são mais sedentários, o recomendado seriam os felinos, aves ou até os peixes, por demandarem uma rotina mais tranquila”, finaliza a profissional.

Companhia consciente

Não existe uma regra específica, quando se trata da adoção ou do companheirismo de um animal de estimação, mas é importante que todas as possibilidades sejam pensadas e debatidas, a fim de evitar maiores transtornos.

Você já tem a experiência com um animal de estimação na sua casa? Seu pet faz a diferença no seu dia? Ele te deixa mais alegre? Deixe sua história nos comentários deste post!