Enterrar animais de estimação falecidos no pátio de casa ou em terrenos baldios é uma prática tão antiga que você, provavelmente, já deve ter presenciado ela ocorrer.

Acontece que essa realidade é tão antiga e comum quanto é prejudicial ao meio ambiente e à saúde pública, mas poucas pessoas sabem disso.

Conversamos com as veterinárias Débora Resende e Marieli Krüger que nos explicaram mais sobre os riscos desta prática e as melhores alternativas para solucionar esse problema. Acompanhe a seguir!

Contaminação e proliferação de doenças

A médica veterinária Marieli alerta que “enterrar os pets no quintal de casa após sua morte nunca é a melhor opção”. A decomposição do corpo resulta em necrochorume, que, de acordo com a médica, “é a formação de um líquido com bactérias e substâncias tóxicas que contaminam o solo e os lençóis freáticos”.

Se o animal morreu em decorrência de alguma zoonose, o problema é ainda mais grave. As zoonoses, explica Marieli, são doenças típicas de animais que podem ser transmitidas ao homem, tais como a toxoplasmose, leptospirose, raiva, psitacose e viroses. “Ainda mais se depois de algum tempo a pessoa começar a usar esse solo para plantar ou também como fonte de água. Isso acaba colocando em risco a vida de pessoas e animais”, considera a médica.

“E se o animal não morreu devido a uma zoonose?”

A pergunta é comum e dá lugar a uma outra questão: os casos de animais assintomáticos. A médica Débora Resende ressalta que há vezes em que o animal não apresenta os sintomas comuns da doença. Assim, vai a óbito antes que o diagnóstico seja concluído.

Assim, nem sempre há como saber se o bichinho era portador de uma zoonose ou não. Ou seja: de qualquer forma o enterro irregular de animais pode representar um perigo.

O que seria ideal em relação à morte de um pet?

Neste caso, ambas as médicas veterinárias, Marieli e Débora, indicam duas principais soluções:

  • a cremação pet
  • ou o sepultamento do corpo com alguma empresa adequada para este serviço e que esteja de acordo com as obrigações sanitárias e ambientais exigidas pelo órgão responsável.

“Com certeza um local próprio para o sepultamento seria uma ótima solução. Além da questão do carinho do dono pelo animal, seria ideal por uma questão de saúde pública”, enfatiza Débora. Marieli complementa apontando que a empresa especializada escolhida “vai dar o destino certo ao corpo, de forma regulamentada pelas normas sanitárias”.

Além do mais, conforme observam as médicas, o local apropriado para o sepultamento de animais também abre espaço para que o tutor do animal possa dar sequência à elaboração do luto pela perda do pet. “O enterro de um pet em algum cemitério pet vai eternizar as lembranças e tornará possível as visitas a ele. Afinal, um pet em nossa vida é algo muito especial”, declara a veterinária Marieli.­­