Você sabia que o seu pet também precisa ter documentação? Os documentos de pet são exigidos para viagens nacionais e internacionais. Alguns deles servem para atestar a saúde do pet e seu histórico. Esse registro não é apenas de papel. Muitas vezes, essas informações são inseridas em chips, que também guardam todas estas informações, podendo ser lidas por um aparelho especifico.

Esses atestados vão certificar a ida do seu pet ao veterinário, seu registro de raça, data de nascimento e também informações dos seus tutores. Para alguns casos, pode ser usado como comprovante de titularidade em disputas de guarda. Conheça um pouco mais dos documentos que o seu pet deve ter.

Carteira de vacinação:

A carteirinha de vacinação é o principal documento dos pets domésticos. Ele documenta e comprova as vacinas e vermífugos que o pet tomou. Nela também podem ser verificadas as marcas das medicações utilizadas, as datas e quando devem ser realizadas as próximas vacinas ou, até mesmo, o vencimento do vermífugo.

Onde fazer?

Normalmente os documentos são emitidos quando o pet vai tomar a primeira dose da vacina, ou quando toma a primeira dose do vermífugo. Para os cachorros, a primeira dose da vacina pode ser feita a partir dos 45 dias. Em gatos, o prazo varia de 50 a 60 dias após o nascimento.

‘Certidão de Nascimento’

Já é possível fazer o registro do seu cachorro ou gato de estimação no cartório. Essa é uma espécie de certidão de nascimento dos pets, onde constam o nome e sobrenome, informações de raça, vacinas, raça e cor.

Essa certidão é um documento oficial, válido em todo o Brasil, que comprova a relação entre o tutor e o animal em qualquer questionamento jurídico. Também pode ser utilizado em casos de roubos ou desaparecimento do pet, assim como em casos de divórcio dos cuidadores dele, o que facilita disputas judiciais pela guarda.

Onde fazer?

A possibilidade de registro começou a ser feito em diversos cartórios do Brasil, mas essa é uma adesão facultativa de cada cartório, ou seja, não são todos os cartórios que oferecem. Em Passo Fundo ainda não é possível fazer o registro do pet.

Passaporte e CVI

Para transportar um pet no Brasil é necessário o Passaporte para Trânsito de Cães e Gatos, que é emitido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Esse é um documento oficial e obrigatório para o transporte em território nacional e em alguns países internacionais. O certificado pode substituir o uso do Certificado Veterinário Internacional (CVI), que é obrigatório para o trânsito internacional.

Para concessão do Passaporte para Trânsito de Cães e Gatos, será obrigatória a identificação eletrônica do animal (microchip). Nele devem constar informações de dados sanitários, vacinação, exames, tratamentos e origem.

Onde obter?

Os passaportes são emitidos nas unidades do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro). Essas unidades são localizadas em aeroportos, aduanas especiais, portos, fronteiras ou nas Superintendências Federais de Agricultura dos Estados. Esse documento pode levar até 30 dias para ficar pronto.

Atestado de Óbito

O documento é imprescindível para que se proceda com a cremação ou sepultamento do animal. Ele comprova a morte do animal de estimação, mas, acima de tudo, atesta o motivo pelo qual o animal morreu.

Ele é necessário por uma questão de saúde pública. Animais vítimas de doenças como a parvovirose e a cinomose, por exemplo, não podem ser sepultados. Nesse caso, o atestado de óbito é a comprovação da causa da morte e também serve para que as pessoas que irão manipular esses animais tomem os devidos cuidados.

Essas pessoas também saberão do risco de colocar outros animais saudáveis em contato com os locais onde o animal contaminado esteve.

Onde conseguir?

O documento é emitido pelo médico veterinário responsável pelo seu pet. Se o pet faleceu em casa, outro veterinário, registrado no CRMV, poderá comprovar e certificar a morte do animal.

Dica extra: quando viajar

Sempre lembre de planejar a companhia de seu amigo pet com antecedência. Cada país demanda regras diferentes e alguns documentos podem demorar de 30 a 120 dias para ficar prontos.

Obtenha as informações específicas com a companhia aérea para o transporte na cabine ou como bagagem. Normalmente, animais agressivos ou de raças braquicefálicas (raças caracterizadas pelo focinho achatado, tais como: Bulldog Francês, Pug, Boxer e Pequinês são alguns exemplos), não são aceitos para o transporte, devido à dificuldade na respiração, que pode ser agravada em um voo.

Como já dissemos, alguns países possuem suas próprias regras para receber animais de outros lugares. Na Austrália, por exemplo, não são aceitos animais idos diretamente do Brasil. Além disso, algumas raças são expressamente proibidas no país, como o Fila Brasileiro, Bull Terrier, Pit Bull, entre outros. Isso porque o Brasil não é considerado um país livre da raiva.

Gostou das nossas dicas? Conhece algum outro tipo de documento de pet ou possui alguma experiência de viagem com o seu animalzinho? Conte para a gente nos comentários!